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Uma operação da Polícia Civil do Paraná cumpriu, em 22 de setembro de 2026, ordens de prisão preventiva e mandados de busca e apreensão no Paraná e em Santa Catarina contra suspeitos de integrar uma organização criminosa dedicada ao tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e lavagem de dinheiro.
Segundo a polícia, 12 pessoas foram presas e outras três estão foragidas. Foram expedidas 15 ordens de prisão e 25 mandados de busca e apreensão em Curitiba, Colombo e Guaratuba (PR) e em Itapema e Itapoá (SC). Também houve bloqueio de 15 contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas e apreensão de veículos.
As equipes encontraram armas, munições e grande quantidade de drogas — parte já fracionada e embalada para venda — em dois endereços. A polícia informou ter localizado maconha, crack e cocaína entre os materiais apreendidos. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados.
De acordo com o delegado Victor Loureiro Mattar Assad, a quadrilha funcionava nos moldes de uma empresa, com escalas de trabalho, dias de folga e pagamento de salários fixos aos integrantes. O delegado afirmou que o líder do grupo definia diariamente, por meio de um grupo de mensagens, rotas de entrega, clientes, tipos de droga e valores, além de fornecer os veículos usados na distribuição.
O delegado ainda declarou: “Eles tinham um ritmo empresarial, onde esse líder sempre impulsionava os seus funcionários para que eles pudessem cada vez produzir mais e mais drogas e negociar mais e mais armas”. Sobre a atuação do chefe, Assad disse: “De longe, ele dominava todo esse esquema. E há suspeitas de que traficantes de Santa Catarina também recebessem esse tipo de produto, sejam armas e sejam drogas”.
Segundo a investigação, o grupo fazia entregas por delivery com motoristas e também vendas no atacado para outros traficantes. A organização teria estrutura com gerente de armazenamento, equipe para fracionamento e pesagem e rede de revendedores finais; a esposa do líder auxiliava na gestão dos motoristas de entrega.
A Polícia Civil apontou um esquema de lavagem de dinheiro por meio de empresas de fachada, incluindo uma revenda de veículos que recebeu pagamentos por Pix e outra empresa que movimentou mais de R$ 2 milhões. Há, segundo a corporação, um imóvel adquirido com documentação simulada e contrato de locação vigente para dar aparência de legalidade ao patrimônio.
As investigações começaram em novembro de 2025, após a prisão do gerente da operação pela Polícia Militar em Curitiba, quando foram apreendidos um veículo com fundo falso, drogas e dinheiro. Na ocasião, foram recolhidos 36 quilos de maconha, 72 quilos de cocaína, porções de crack, metanfetamina, óleo de THC, comprimidos de ecstasy e LSD, além de um fuzil, munições, 16 carregadores, balanças de precisão e cadernos com a contabilidade do tráfico em uma casa no bairro Mercês.
Não houve divulgação dos nomes dos suspeitos pela polícia até o momento.