Enter your email address below and subscribe to our newsletter

PF prende foragido de esquema bilionário de adulteração de combustíveis em Curitiba que lavava dinheiro do crime organizado

Share your love

A Polícia Federal deflagrou uma ação decisiva em Curitiba para desmantelar uma rede criminosa que utilizava a adulteração de combustíveis como fachada para a lavagem de dinheiro de facções.

A Polícia Federal prendeu, na quinta-feira, dia 6, um dos principais investigados pelo esquema de adulteração de combustíveis em postos de Curitiba. O homem, identificado como Felipe Renan Jacobs, estava foragido da Justiça e era peça-chave na operação do grupo.

As investigações, conforme informação divulgada pelo g1, apontam que os criminosos formavam uma rede estruturada para enganar o consumidor. O grupo utilizava empresas de fachada para lavar o dinheiro proveniente de atividades ilícitas de uma organização criminosa.

A seguir, entenda como funcionava o esquema de fraude nas bombas e a magnitude da lavagem de dinheiro que movimentou bilhões de reais nos últimos anos, impactando diretamente o bolso e a segurança dos motoristas paranaenses.

Fraudes nas bombas e prejuízo ao consumidor

O esquema de adulteração de combustíveis ocorria de forma sistemática em dezenas de estabelecimentos. Segundo a perícia, os investigados forneciam menos combustível do que o indicado na bomba ou aumentavam o teor de etanol na gasolina.

Em coletas realizadas entre 26 de maio e 6 de junho de 2025, a polícia verificou que, de 50 amostras, apenas seis estavam corretas. Em 44 casos, o consumidor recebeu entre 1% e 8,1% a menos do que o valor pago, violando as normas do Inmetro.

Além disso, 28 amostras apresentaram qualidade inferior à exigida pela ANP. O teor de etanol na gasolina chegava a atingir níveis de 35% a 79%, prejudicando o funcionamento dos veículos e gerando lucro ilícito para o grupo criminoso.

Lavagem de dinheiro e movimentação bilionária

A base do negócio era um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou, segundo estimativas, mais de R$ 20 bilhões entre 2019 e 2025. O dinheiro era injetado na economia através de postos de gasolina e empresas de fachada.

A investigação detalha que o grupo registrava lucros em planilhas e utilizava aplicativos de celular para controlar as fraudes. Um dos integrantes chegou a lucrar quase R$ 249 mil em um único mês de operação nos postos investigados.

A lavagem de dinheiro seguia etapas de colocação, dissimulação e integração. Depósitos fracionados em dinheiro vivo eram usados para ocultar a origem ilícita dos recursos, criando uma barreira financeira difícil de ser rastreada.

Estrutura criminosa e ostentação

As apurações começaram em 2023, após a polícia notar uma ostentação incompatível com a renda declarada de um casal em Pinhais. O casal possuía mais de R$ 34 milhões em bens de luxo, incluindo barcos, imóveis e veículos de alto padrão.

O grupo criminoso montou uma distribuidora de petróleo que declarou um faturamento superior a R$ 7 bilhões em poucos anos. A estrutura contava com o uso de empresas de fachada e laranjas profissionais para sustentar a operação bilionária.

Os valores eram transportados em carros-fortes de empresas controladas pelo próprio grupo. Mais de 120 empresas suspeitas foram identificadas movimentando cerca de R$ 1,4 bilhão sem qualquer justificativa fiscal plausível para a Receita.

Perguntas Frequentes sobre a Operação

Como os postos adulteravam o combustível? Eles manipulavam as bombas para entregar menos volume e adicionavam excesso de etanol à gasolina, burlando os limites legais da ANP.

Qual era o papel de Felipe Renan Jacobs? Segundo a PF, ele integrava a diretoria do grupo criminoso, sendo responsável pelo controle das empresas de fachada usadas na lavagem de dinheiro.

Quanto dinheiro o esquema movimentou? Estimativas da Polícia Federal apontam que mais de R$ 20 bilhões circularam entre 2019 e 2025 em empresas sem declarações fiscais correspondentes.

O que acontece com os postos que foram vendidos? Muitos postos foram adquiridos por novos donos, que não são alvos da investigação, portanto, a lista de locais suspeitos não foi divulgada nesta fase.

O que o consumidor deve fazer? A ANP está conduzindo procedimentos administrativos para apurar as irregularidades em todos os postos citados na investigação da Polícia Federal.

Compartilhe seu amor