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Uma nova proposta legislativa em tramitação pretende mudar a forma como brasileiros utilizam seus drones no dia a dia. O texto busca desburocratizar o uso desses equipamentos, que atualmente enfrentam exigências semelhantes às de aeronaves de grande porte.
Conforme informação divulgada pelo Portal da Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei 3297/26 tem como foco principal a liberação do uso de drones em áreas consideradas livres, desde que mantidos sob o campo de visão do operador.
A iniciativa, de autoria do Deputados Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP), argumenta que esses aeromodelos representam atividades de baixo risco. O parlamentar defende que o excesso de normas atuais sufoca uma prática comum a milhares de pessoas no país.
Segundo a proposta, a classificação de áreas livres permite o voo sem a necessidade de homologação ou autorização prévia. Entre os locais contemplados estão residências, propriedades rurais, condomínios e parques públicos que não possuam restrições específicas para esse tipo de atividade.
A condição fundamental para a dispensa de licença é que o operador mantenha o drone sempre dentro do seu campo de visão. Essa regra visa garantir um controle visual direto sobre o aparelho, evitando acidentes e garantindo que o voo permaneça em uma zona de segurança estabelecida pelo usuário.
Apesar da flexibilização, o projeto mantém proibições rigorosas para preservar a integridade da população e a segurança pública. O sobrevoo de pessoas que não autorizaram a atividade, assim como de aglomerações e eventos, continua proibido pelo texto.
Áreas sensíveis, como proximidades de aeroportos, presídios e instalações militares, também permanecem protegidas contra o uso de drones. O operador do equipamento será responsabilizado por qualquer dano a terceiros decorrente de sua atividade.
O respeito à vida privada é outro pilar da proposta. A utilização de drones não poderá servir para perseguição, vigilância ou invasão de propriedade privada.
Adicionalmente, Estado e municípios terão autonomia para definir zonas proibidas para decolagem e pouso. No entanto, tais restrições não poderão ser genéricas e deverão ser justificadas por critérios técnicos, como proteção ambiental ou riscos específicos à segurança local.
O texto segue agora para análise nas comissões de Viação e Transportes e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Após essa etapa, para entrar em vigor como lei, a proposta ainda precisará passar pelo crivo da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.
FAQ
1. O projeto dispensa a licença para todos os tipos de drones?
O projeto foca no uso civil para fins recreativos, comerciais e profissionais, desde que operados dentro do campo de visão e em áreas livres.
2. Quais locais são considerados áreas livres?
Residências, propriedades rurais, condomínios e parques públicos sem restrição expressa de sobrevoo.
3.
4. Estado podem proibir o uso de drones?Sim, municípios e Estado podem restringir decolagens e pousos, desde que a medida seja justificada por motivos técnicos ou de segurança.
5. O projeto já está valendo?
Não. A proposta ainda precisa ser aprovada pelas comissões da Câmara e, posteriormente, pelo plenário da Câmara e do Senado.