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Ricardo Seidi Shigematsu confessa morte da filha e é condenado a 23 anos no Paraná

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Pai confessou durante júri e foi condenado a 23 anos, 6 meses e 22 dias; avó materna foi absolvida pelo conselho de sentença

Ricardo Seidi Shigematsu confessou, pela primeira vez em juízo, ter assassinado a filha Eduarda, de 11 anos. O júri popular realizado em Maringá (Norte do Paraná) terminou nesta quinta-feira (17) com a condenação de Ricardo a 23 anos, 6 meses e 22 dias de prisão e a absolvição da avó, Terezinha de Jesus Guinaia, segundo o G1.

A Justiça também determinou o pagamento de uma reparação mínima de danos morais de R$ 90 mil à mãe da vítima. Em nota, a defesa de Ricardo afirmou que “a defesa acolhe e reconhece a decisão do conselho de sentença”. O G1 informou que procurou a defesa de Terezinha e aguarda retorno.

Julgamento

O júri começou na quarta-feira (16) e foi concluído nesta quinta (17). O caso chegou a ser adiado oito vezes e o julgamento ocorreu sete anos após o crime, que ocorreu em 2019.

Acusações e qualificadoras

Conforme a sentença citada pelo G1, Ricardo foi condenado por:

  • Homicídio consumado, com qualificadoras de asfixia, dificultação da defesa da vítima e violência de gênero;
  • Ocultação de cadáver, com agravante de violência doméstica;
  • Falsidade ideológica.

O Ministério Público havia apresentado a denúncia apontando que Eduarda foi esganada pelo pai e que, em seguida, pai e avó tentaram dificultar as apurações. Segundo o MP, a avó tinha a guarda judicial da Crianças e permitiu que ela ficasse sob os cuidados do pai; essa acusação, entretanto, foi rejeitada pelo conselho de sentença, que absolveu Terezinha.

Relembre o caso

Eduarda desapareceu em 24 de abril de 2019, em Rolândia (Norte do Paraná). Imagens mostraram a menina entrando na casa da família às 11h52, mas não há registros dela saindo do imóvel. No dia 25 de abril, a avó paterna registrou boletim de ocorrência sobre o desaparecimento.

O corpo de Eduarda foi encontrado em 28 de abril de 2019, enterrado nos fundos de um imóvel da família, após denúncia anônima. Segundo o relatório citado pelo G1, a Crianças tinha pés e mãos amarrados, uma corda no pescoço e a cabeça envolvida por um saco preto e uma toalha. O laudo da Polícia Científica apontou que ela morreu por esganadura.

Na investigação, a versão inicial apresentada por Ricardo — de que teria encontrado a filha enforcada e, em desespero, ocultado o corpo — foi contrariada pela apuração da Polícia Civil e pela denúncia do Ministério Público. Em abril de 2019 a polícia solicitou a prisão temporária de Ricardo, depois convertida em preventiva. Terezinha foi presa em 30 de abril de 2019 e, após 57 dias, passou a aguardar o julgamento em liberdade quando foi denunciada junto ao filho.

As informações acima foram obtidas a partir da reportagem do G1 sobre o julgamento e as decisões finais do júri popular.

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fabioaugusto
REDAÇÃO: UBIRATÃ ONLINE - FÁBIO AUGUSTO CELESTINO

Desde 2003 trabalhando com notícias.

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