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O principal suspeito do assassinato de Thaissa de Oliveira Marques se inscreveu para uma vaga de emprego na academia onde a vítima trabalhava dias antes do crime, mas não foi aprovado no processo seletivo, informou o delegado Magno Miranda, da Polícia Civil do Paraná (PC-PR).
A jovem de 21 anos foi morta no estacionamento do estabelecimento em Londrina, no Norte do Paraná, na sexta-feira (11), enquanto entregava panfletos. Segundo a investigação, Thaissa reagiu a uma tentativa de estupro e foi esfaqueada.
O suspeito, identificado pela polícia como Gabriel de Andrade, foi preso em flagrante no mesmo dia. Conforme a PC-PR, ele confessou o crime a policiais militares. Em depoimento à Polícia Civil, Gabriel apresentou versões contraditórias e disse não se lembrar de detalhes, afirmando lembrar apenas que esteve na academia.
Após o crime, ele fugiu e parou em uma rua próxima porque estava com ferimentos na mão. Socorrido por pessoas no local, chegou a afirmar que havia sido assaltado. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e da Polícia Militar atenderam a ocorrência do suposto assalto. Trabalhadores que foram à academia para prestação de Serviço encontraram manchas de sangue e avisaram a polícia, que localizou o corpo de Thaissa.
De acordo com Magno Miranda, o gerente da academia relatou que Gabriel compareceu ao local dias antes do crime e demonstrou interesse em trabalhar ali. Ele foi orientado a preencher um formulário online. “Ele cadastrou o currículo, foi feita a entrevista e ele foi reprovado”, explicou o delegado.
A PC-PR informou que o homem foi preso em flagrante por homicídio qualificado consumado e tentativa de estupro. Ainda segundo os agentes, ele teria declarado que pretendia estuprá-la e que, não conseguindo consumar o ato, acabou por matá-la, conforme a nota da polícia.
O velório e o sepultamento de Thaissa ocorreram no sábado (12). Nesta segunda-feira (14), o suspeito permanece preso. O g1 informou que tenta identificar a defesa dele.