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Não ficou claro se a declaração representou uma mudança na posição oficial American ou um comentário pontual em um evento com perguntas da imprensa, diz a matéria.
O ex-congressista Republican Mick Mulvaney, que atuou como enviado especial dos EUA para a Irlanda do Norte no primeiro mandato de Trump, recomendou cautela na leitura do episódio e afirmou que "isso não representa uma mudança na política externa dos EUA" e que "ainda estamos muito comprometidos com o Good Friday Agreement", conforme relatado pela BBC.
A BBC relata que o comentário sobre a unificação foi quase a primeira coisa mencionada por Trump em um discurso dirigido a empresários irlandeses e irlandeses-americanos na residência do embaixador dos EUA. O discurso havia sido anunciado como uma fala de 20 minutos, mas durou cerca do dobro e concentrou-se em temas domésticos americanos, incluindo elogios às próprias ações do President e críticas ao que ele considera falta de apoio do Reino Unido a sua operação militar no Irã.
A reportagem observa que o President descreve seu estilo de fala como "the weave", um formato em que ele transita entre tópicos durante aparições públicas.
Segundo a BBC, as declarações ocorreram em um momento em que as eleições de meio de mandato nos EUA, marcadas para novembro, se aproximam e o Partido Republican enfrenta pressão. A reportagem destaca que cerca de um décimo da população American afirma ter ascendência irlandesa, um grupo que não é homogêneo politicamente e que inclui eleitores independentes ou de disputa entre partidos, o que poderia ter motivado atenção a questões relacionadas à Irlanda.
Em nota final, a matéria da BBC ressalta que, embora Trump tenha dito que a unificação aconteceria “eventually”, isso não foi apresentado por interlocutores citados pela reportagem como um indicativo de mudança na política oficial dos EUA.