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Programa da AfD em Saxônia-Anhalt aponta prioridades do partido para a Alemanha

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Com 43,8% dos votos na eleição de 6 de setembro de 2026, a AfD em Saxônia-Anhalt apresentou um plano com deportações financiadas, ensino domiciliar e restrições a símbolos LGBT

A vitória da Alternativa para a Alemanha (AfD) no Estado da Saxônia-Anhalt, com 43,8% dos votos, deu ao partido a maior delegação do parlamento regional: 39 cadeiras, segundo a Agência Estado, em material reproduzido pelo CGN. O resultado abre caminho para que Ulrich Siegmund seja indicado como Ministerpräsident, mas o cargo ainda não está garantido.

Siegmund afirmou na concentração da AfD em Magdeburg: “Nós vamos trazer nosso país de volta começando pela Saxônia-Anhalt. Isso vai balançar toda a Alemanha.” Apesar do tom confiante, a legenda ficou abaixo das 42 cadeiras necessárias para assegurar maioria sem acordos, e negociações sobre possíveis coligações ainda estão em aberto.

Posição no parlamento e cenário de alianças

Na nova composição do Landtag, a AfD tem 39 cadeiras; a CDU ficou com 15, 25 a menos que no governo anterior. Die Linke, SPD e Partido Verde obtiveram 8 assentos cada, e a BSW — sigla ligada à dissidência de Sahra Wagenknecht — passou a ter 5 cadeiras. O processo de escolha do Ministerpräsident será feito pelos deputados eleitos na primeira sessão do parlamento, que deve ocorrer em até 30 dias depois da eleição, conforme a cobertura da Agência Estado Publicado pelo CGN.

Pontos-chave do programa de governo

O plano de governo da AfD para a Saxônia-Anhalt, segundo o documento citado pela reportagem, prevê uma operação de deportação que receberia cerca de 100 milhões de euros para custear voos fretados e ações coordenadas pelo Interior e pela Justiça. A prioridade prevista é a expulsão de estrangeiros considerados “criminosos e indivíduos que representam risco” e a aplicação de sanções ou cortes de verbas a funcionários e organizações que auxiliem pessoas com pedido de asilo negado.

Outras propostas do programa incluem a intenção de permitir o ensino domiciliar, hoje proibido na Alemanha, proibir que escolas hasteiem oficialmente a bandeira arco-íris alegando que ela “representa a desvalorização da família” e garantir que hasteiem a bandeira nacional. O partido também diz pretender iniciar um processo para retirar a Saxônia-Anhalt da rede pública regional de radiodifusão, citando preocupações com a “desinformação”.

A AfD manifestou ainda oposição ao envio de recursos públicos à Ucrânia e afirmou que pressionaria pelo levantamento das sanções contra a Rússia; a reportagem ressalta, porém, que decisões sobre política externa e sanções são tomadas em nível federal.

Limites e incertezas na formação do governo

Embora a AfD tenha sido o partido mais votado, a eleição do Ministerpräsident depende de negociações entre os Partido representados no parlamento estadual. O chamado "Brandmauer", ou acordo de não colaboração com a extrema direita, tem se mostrado divisivo entre demais legendas, e há possibilidade de coligações improvisadas, inclusive com apoio de Partido menores, conforme apurado pela Agência Estado e reproduzido pelo CGN.

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fabioaugusto
REDAÇÃO: UBIRATÃ ONLINE - FÁBIO AUGUSTO CELESTINO

Desde 2003 trabalhando com notícias.

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