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Um caso de estelionato envolvendo uma agência de turismo no Paraná chocou o setor. Jorge Pereira dos Santos Junior, que atuava no financeiro de uma empresa em Maringá, foi preso preventivamente nesta segunda-feira (27) por suspeita de desviar cerca de 600 mil reais.
O suspeito, que era considerado um funcionário de extrema confiança pelos empregadores, teria utilizado sua posição privilegiada para executar um esquema criminoso durante pelo menos dois anos, conforme apurado pela Polícia Civil do Paraná.
As informações sobre a prisão e os detalhes da investigação foram divulgadas pelo portal g1, que acompanhou o desdobramento do inquérito conduzido pelas autoridades paranaenses.
Segundo o delegado Fernando Garbelini, o funcionário criou uma empresa com nome muito parecido ao da agência onde trabalhava. O objetivo era induzir os clientes ao erro no momento do pagamento, fazendo com que transferências e boletos fossem direcionados para contas de sua própria autoria.
A proprietária da agência descobriu o golpe ao notar a existência de uma empresa registrada na cidade de origem da família do suspeito. A semelhança nos nomes era a principal estratégia para confundir os viajantes que buscavam serviços turísticos.
Além de desviar o dinheiro dos clientes, a investigação revelou que Jorge utilizou uma senha de agente de turismo, cargo que ele não ocupava, para emitir passagens aéreas e hospedagens para si mesmo e seus familiares de forma irregular.
O suspeito também realizou o uso indevido de um cartão corporativo da agência de viagens. Esse comportamento demonstra a amplitude do esquema, que não se limitava apenas à criação da empresa fantasma para captar recursos alheios.
Embora a estimativa inicial de prejuízo seja de 600 mil reais, a polícia acredita que o valor final possa ser superior. A análise de uma vasta quantidade de documentos apreendidos ainda está em curso para determinar a extensão total das perdas financeiras.
O caso segue sob investigação para identificar se houve a participação de outras pessoas na fraude. A defesa de Jorge Pereira dos Santos Junior foi procurada, mas informou que não vai se manifestar sobre o caso.
1. Como o funcionário desviava o dinheiro? Ele criou uma empresa com nome parecido à agência de turismo e direcionava pagamentos de clientes para suas contas pessoais.
2. Qual o valor estimado do prejuízo? A polícia estima um prejuízo de 600 mil reais, mas o valor pode aumentar conforme a análise de documentos.
3. Por quanto tempo o golpe durou? A dona da empresa relatou que as fraudes ocorriam há cerca de dois anos.
4. O suspeito confessou o crime? A defesa do acusado informou que não vai se manifestar sobre as acusações no momento.
5. O que a polícia fará agora? A investigação continua para identificar possíveis comparsas e analisar novos documentos financeiros da agência.