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Caso Murilo Dias: Estudante de 15 anos é morto por guardas municipais em Londrina durante abordagem contra o pai

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A morte de um adolescente de 15 anos durante uma abordagem da Guarda Municipal de Londrina levanta questionamentos sobre os protocolos de segurança pública utilizados.

O caso, que ocorreu na última sexta-feira, envolve a morte de Murilo Dias, um estudante que estava dentro do veículo conduzido por seu pai no momento da ação dos agentes. A ocorrência, que teve um desfecho fatal, está sendo acompanhada de perto pela Polícia Civil do Paraná.

As circunstâncias da morte do estudante de 15 anos morto por guardas municipais em Londrina ainda são apuradas. Conforme informação divulgada pelo g1, o caso revela um conflito direto entre a versão dos agentes e o relato da família sobre o que teria motivado o disparo.

O início da ocorrência e a perseguição

Tudo começou quando o pai de Murilo, Volmir Dias, se envolveu em uma confusão em uma pizzaria, local onde a mãe do adolescente trabalhava. Segundo as autoridades, Volmir teria dado um tiro para o alto antes de fugir do local em uma picape com o filho no banco do passageiro.

Após receberem uma denúncia de uma testemunha, equipes da Guarda Municipal iniciaram uma perseguição pelas ruas da cidade. O trajeto terminou próximo ao Ginásio de Esportes Moringão, quando o condutor atropelou um motociclista e colidiu contra um poste, sendo finalmente alcançado pelos agentes.

Versões conflitantes sobre a morte de Murilo

A Guarda Municipal de Londrina sustenta que o adolescente teria resistido às ordens de desembarque e tentado sacar uma arma de fogo da cintura. Segundo o relatório da corporação, o disparo foi efetuado por um dos guardas como uma medida de defesa diante de uma ameaça iminente.

Por outro lado, Volmir Dias afirma que o filho não possuía arma alguma e que, no momento da abordagem, o jovem sofria uma crise de epilepsia. A defesa do pai solicitou o acesso às imagens das câmeras corporais dos agentes para esclarecer a dinâmica real do ocorrido.

Desdobramentos judiciais e administrativos

Após a ocorrência, Volmir foi preso em flagrante por disparo de arma de fogo, embriaguez ao volante e desobediência. No entanto, ele recebeu liberdade provisória em audiência de custódia, sob a condição de utilizar tornozeleira eletrônica, por ser primário e possuir bons antecedentes.

O Ministério Público do Paraná manifestou-se favorável à requisição das imagens das câmeras corporais dos guardas. Enquanto isso, o comandante da Guarda Municipal, Ricardo Eguedis, confirmou que os agentes envolvidos foram afastados de suas funções e a Corregedoria-Geral apura o caso.

Perguntas frequentes sobre o caso

Por que o pai de Murilo foi preso?
Ele foi detido por disparo de arma de fogo em local público, condução de veículo sob influência de álcool e desobediência às ordens da Guarda Municipal.

Qual a alegação da Guarda Municipal sobre a morte do jovem?
A corporação alega que o adolescente resistiu à abordagem e tentou sacar uma arma, motivando o disparo defensivo por parte de um dos agentes.

O que a família diz sobre o ocorrido?
O pai do jovem nega que o filho estivesse armado e afirma que Murilo estava passando por um episódio de crise convulsiva no momento da abordagem.

Os guardas foram afastados?
Sim, o comando da Guarda Municipal confirmou que os agentes envolvidos estão afastados das ruas enquanto a Corregedoria conduz as investigações.

Como a justiça está tratando o caso?
O caso está sob investigação da Polícia Civil e o Ministério Público autorizou a análise das imagens das câmeras corporais para verificar a conduta dos guardas.

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