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A decisão foi tomada por maioria de votos, com o placar de 4 a 3, garantindo o registro de candidatura do ex-procurador da República pelo partido Novo. O julgamento encerra, temporariamente, uma longa disputa judicial sobre o futuro político de Dallagnol.
Conforme informação divulgada pela Banda B, a controvérsia girava em torno da aplicação da Lei da Ficha Limpa. Embora o registro tenha sido confirmado, o caso ainda pode ser alvo de novos recursos junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A relatora do processo, juíza Vanessa Jamus Marchi, defendeu que as condições de elegibilidade devem ser analisadas individualmente em cada pleito. Segundo a magistrada, não é possível transportar automaticamente a decisão que cassou o mandato de Deputados federal de Dallagnol, em 2023, para as eleições de 2026.
O tribunal considerou que os fatos e provas precisam ser reavaliados diante do cenário atual. A relatora destacou que os procedimentos administrativos que existiam contra o ex-procurador no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) foram arquivados ou extintos, perdendo o fundamento que motivou a punição anterior.
A candidatura foi contestada pela Federação Brasil da Esperança, composta por PT, PCdoB e PV. Os partidos alegavam que a exoneração de Dallagnol do Ministério Público Federal, ocorrida enquanto ele respondia a procedimentos preliminares, visava escapar de punições disciplinares.
O Ministério Público Eleitoral (MPE), por meio do procurador Marcelo Godoy, emitiu pareceres favoráveis à elegibilidade do candidato. A maioria dos juízes do TRE-PR acompanhou esse entendimento, reforçando a liberação para o pleito de 2026.
A decisão do tribunal possui impacto direto na corrida eleitoral, dado o desempenho de Deltan Dallagnol nas intenções de voto. O ex-procurador aparece com 23,7% na Pesquisas IRG/RIC e com 30,8% no levantamento realizado pelo Paraná Pesquisas.
Com o registro confirmado pela corte estadual, ele segue como um dos nomes fortes na disputa pelo Senado no Paraná. O cenário, contudo, permanece sob observação jurídica, já que a decisão ainda é passível de questionamento nas instâncias superiores em Brasília.
1. Qual foi a decisão do TRE-PR sobre Deltan Dallagnol?
O tribunal decidiu, por 4 votos a 3, que o ex-procurador está elegível e pode disputar uma vaga ao Senado nas eleições de 2026.
2. A decisão é definitiva?
Não. A decisão do TRE-PR ainda pode ser contestada por meio de recursos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
3. Por que ele teve o mandato de Deputados cassado em 2023?O TSE entendeu que ele pediu exoneração do Ministério Público Federal para evitar processos administrativos que poderiam resultar em demissão, configurando tentativa de contornar a Lei da Ficha Limpa.
4. Qual o argumento do TRE-PR para liberá-lo agora?
A corte entendeu que os procedimentos administrativos contra ele foram arquivados ou extintos, o que enfraqueceu o fundamento da decisão de 2023, além de considerar que cada eleição exige uma nova análise dos fatos.
5. Como Dallagnol está nas pesquisas para o Senado?Ele apresenta números expressivos, com 23,7% na Pesquisas IRG/RIC e 30,8% na Pesquisas do Paraná Pesquisas, liderando a preferência dos eleitores consultados.