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Azuil Gomes Teotonio, de Foz do Iguaçu, percorreu mais de 600 km de avião e helicóptero para chegar a tempo de um transplante de fígado no Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba. O órgão foi captado em Maringá e o paciente foi chamado para o procedimento no dia 24 de agosto, segundo o G1.
A cirurgia durou 2 horas e 38 minutos. Quando o procedimento começou, o fígado havia ficado cerca de sete horas fora do corpo do doador. Azuil recebeu alta seis dias após o transplante.
Azuil embarcou em um voo comercial de Foz do Iguaçu com destino ao Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais. Era necessário que ele chegasse ao Hospital Angelina Caron no mesmo horário da chegada do voo, o que tornou inviável o deslocamento por carro — trajeto que levaria cerca de 40 minutos, dependendo do trânsito.
A família procurou a Diretoria de Urgência e Emergência de Foz do Iguaçu (Diue) em busca de apoio. Juliana Teotonio Keller, filha do paciente, relatou: “A equipe entrou em contato comigo avisando que tinha chegado o momento do meu pai fazer o transplante. Mas o transporte não poderia ser feito de carro devido à demora, então ele foi de avião até Curitiba”.
A sobrinha de Azuil, Michele Luciana Weber Pignataro Teotonio, disse: “Entrei em contato com um enfermeiro pedindo ajuda para viabilizar o transporte do meu tio do aeroporto até o hospital. Ele prontamente nos atendeu e conseguiu viabilizar o transporte por helicóptero”. A mobilização envolveu a Coordenação de Urgência e Emergência do Paraná, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) Curitiba e o Núcleo de Operações Aéreas da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Ao desembarcar em Curitiba, Azuil seguiu de helicóptero da PRF até o hospital.
Jayme Carriello, diretor de Urgência e Emergência de Foz do Iguaçu, afirmou: “Quando a rede de urgência é acionada e todos os recursos trabalham em sintonia, cada minuto se transforma em esperança, garantindo que o paciente chegue com segurança ao tratamento cirúrgico”.
O coordenador do Serviço de Transplantes do Hospital Angelina Caron, João Eduardo Leal Nicoluzzi, explicou que a rapidez e a coordenação foram fundamentais: “Precisávamos realizar o transplante com muita agilidade e segurança. Conseguimos concluir a cirurgia graças à experiência da equipe, à estrutura do hospital e a uma mobilização que começou muito antes do paciente entrar no centro cirúrgico”.
Segundo a família, Azuil respondeu bem ao procedimento e recebeu alta seis dias depois. A filha afirmou que ele está se recuperando e fazendo acompanhamento pós-transplante, e acrescentou que, “foi a cirurgia mais rápida do mundo, segundo o doutor João Nicoluzzi”.
Informações: G1.