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O primeiro‑ministro da Suécia, Ulf Kristersson, anunciou sua renúncia em 17 de setembro de 2026, depois que sua coalizão de direita foi por pouco derrotada pela oposição de Centre‑esquerda nas eleições gerais, informou a BBC com base em material da Reuters.
Na publicação em X, Kristersson afirmou que o processo para formar um novo governo deve começar imediatamente. As apurações preliminares mostraram uma diferença de cerca de 50 mil votos entre os blocos num país de aproximadamente 10 milhões de habitantes.
De acordo com dados da autoridade eleitoral citados pela reportagem, a oposição liderada por Magdalena Andersson, do Partido Social‑Democrats, está projetada para ter 176 das 349 cadeiras do Riksdag. A coalizão de direita de Kristersson aparece com 173 cadeiras.
Os resultados ainda serão formalmente certificados nos próximos dias e a finalização é esperada para o fim de semana, segundo a BBC/Reuters.
No sistema político sueco, após a renúncia do primeiro‑ministro, o presidente (Speaker) do Riksdag conduz conversas com todos os partidos e propõe um candidato para ser votado pelos deputados.
A líder da oposição, Magdalena Andersson, iniciou conversas com outros partidos do bloco — O Partido da Esquerda, O Partido do Centre e O Partido Verde — para tentar formar governo. A reportagem observa que as negociações podem se prolongar devido a divergências importantes entre esses partidos em temas como impostos.
Kristersson governava apoiado pelo Sweden Democrats (SD), partido de linha dura anti‑imigração. A reportagem recorda que o SD foi fundado na década de 1980 por simpatizantes nazistas e ficou à margem por décadas, mas passou por rebranding desde meados dos anos 2000. Em 2022, tornou‑se o segundo maior partido do país com campanha centrada em imigração e violência, e havia oferecido apoio externo ao governo de Centre‑direita. Kristersson havia prometido incluir o SD no gabinete caso permanecesse no poder.
As informações deste texto são da BBC, com origem editorial indicada como Reuters.