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O co-piloto de um voo da Flydubai que partiu de Dubai com destino a Tel Aviv atacou o comandante com um machado de emergência dentro do cockpit, segundo o procurador-geral dos Emirados Árabes Unidos, informou a BBC. O avião, com mais de 170 pessoas a bordo, despencou cerca de 17.000 pés (5.200 m) cerca de duas horas e meia após a decolagem antes que passageiros conseguissem dominar o agressor.
De acordo com relatos publicados pela BBC, o comandante Smit Machchhar disse que estava no chão ferido quando percebeu a queda do avião e decidiu tentar abrir a porta do cockpit. “Eu me disse para fazer um último esforço para abrir a porta por dentro”, afirmou o piloto à emissora, permitindo que passageiros e tripulantes entrassem no cockpit.
Testemunhas relataram que o avião exibiu inicialmente o código 7700 (emergência geral) e depois mudou para 7500 (interferência não autorizada), conforme a cobertura da BBC. Segundo relatos divulgados pelo gabinete do primeiro‑ministro de Israel, três passageiros — Yaniv Hayun, Dr Shota Musayev e Asaf Rajuan — juntamente com Zvika Manes entraram no cockpit após o comandante conseguir abrir a porta; Hayun disse que o agressor tentou danificar os instrumentos para desabilitar a aeronave.
Passageiros conseguiram conter o suspeito com a ajuda de outros a bordo; depois, dois pilotos reservas assumiram os controles e pousaram o avião com segurança na Arábia Saudita, informou a BBC. O comandante Machchhar foi levado a um hospital e depois aerotransportado para Abu Dhabi, onde foi informado que ele estava em condição estável; a embaixada da Índia nos Emirados disse que o piloto estava em “boa saúde e recuperando‑se”.
O primeiro‑ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o agressor era cidadão de Omã. Múltiplos meios de comunicação, citados pela BBC, nomearam o suspeito como Hamam al‑Hammami; reportagens de mídia dos EUA afirmaram que ele havia sido afastado do treinamento de voo na Oman Air por preocupações sobre suas visões radicais e que teria cursado a distância um diploma em gestão de aviação em 2023, segundo a ABC News.
Netanyahu também disse, em entrevista citada pela BBC, que o homem gritou à tripulação "Kill me, kill me!" e indicou que o ataque aparentava ter motivação suicida e ligação com doutrinação Islamist. As autoridades dos Emirados informaram estar investigando se o incidente teve ligação com atividade terrorista, segundo a BBC.
Segundo a BBC, o machado usado no ataque é um equipamento normalmente mantido no cockpit para emergências. A investigação oficial sobre as circunstâncias e os motivos do episódio está em andamento, conforme comunicado das autoridades citadas pela reportagem.
Fontes: BBC (reportagem de Ella Kipling, 3 de outubro de 2026).