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Os acidentes de trânsito envolvendo motociclistas geram consequências graves que vão muito além dos danos materiais. Em Curitiba, dados revelam que 9.229 vítimas precisaram de atendimento hospitalar pelo Sistema Único de Saúde (SUS) apenas no ano de 2025.
O impacto financeiro desse cenário é expressivo, com custos que superam a marca de R$ 37 milhões para os cofres públicos. Conforme informação divulgada pelo portal Banda B, a série de reportagens Duas Rodas, Uma Vida, do Balanço Geral Curitiba, da Ric RECORD, aponta que o problema atinge principalmente a parcela jovem da população.
A situação preocupa especialistas, pois muitos desses motociclistas são os principais responsáveis pelo sustento de suas famílias, o que amplia o drama social e econômico decorrente das colisões nas vias Urbana.
Segundo a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, 64% dos pacientes atendidos após acidentes de trânsito são motociclistas. Destes, cerca de 34% acabam convivendo com sequelas permanentes após o trauma.
O presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, Thiago Busato, destaca que 40% das vítimas possuem entre 20 e 29 anos. O especialista explica que a falta de proteção ao corpo do condutor é um fator determinante para a gravidade dos ferimentos.
Nas palavras de Thiago Busato, as pernas funcionam como um para-choque na ausência de uma estrutura de proteção. Isso resulta em lesões de membros inferiores, bacia, coluna ou traumas cranioencefálicos, caracterizando os acidentados como politraumatizados.
O tratamento de um acidente grave exige uma estrutura complexa, que envolve internação prolongada, uso de UTI e equipes multidisciplinares. A reabilitação, muitas vezes, é um processo longo e custoso para o sistema de saúde.
Thiago Busato ressalta que algumas lesões deixam o indivíduo dependente de cuidadores por muito tempo. Quando se calcula o impacto total de acidentes de trânsito no país, o valor chega a quase um bilhão de reais em apenas um ano.
A série também aborda a saúde ocular dos condutores. O empresário do setor óptico, Claudinei Barbieri Jora, alerta que muitos motociclistas circulam com receitas vencidas ou deixam de usar óculos necessários para a correção visual, o que prejudica reflexos e a atenção no trânsito.
Além disso, o comportamento nas ruas é um fator crítico. O professor de Gestão Urbana da PUC-PR, Carlos Hardt, afirma que a combinação entre imprudência e alta velocidade eleva drasticamente o risco de ocorrências fatais ou que deixam marcas irreversíveis.
Qual a porcentagem de motociclistas com sequelas permanentes? Segundo a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, pelo menos 34% dos motociclistas atendidos após acidentes ficam com sequelas definitivas.
Qual a faixa etária mais atingida pelos acidentes? Cerca de 40% dos pacientes atendidos em decorrência de acidentes de moto possuem entre 20 e 29 anos, sendo pessoas economicamente ativas.
Por que as motos são consideradas mais perigosas em colisões? Diferente dos carros, as motocicletas não oferecem uma estrutura de proteção ao corpo, deixando o condutor exposto a impactos diretos em membros e órgãos vitais.
Como a visão interfere na segurança do Motociclistas?
O que pode ser feito para reduzir a gravidade dos acidentes? Especialistas recomendam o respeito rigoroso às normas de trânsito, o uso correto do capacete e a manutenção da saúde física e visual, além da condução responsável por parte de todos os usuários das vias.