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Duane “Keffe D” Davis, ex-chefe da gangue South Side Compton Crips, foi condenado nesta segunda-feira em Las Vegas pela morte do rapper Tupac Shakur, ocorrida em uma troca de tiros na cidade em 7 de setembro de 1996. A decisão judicial representa a primeira condenação no caso, considerado um dos maiores mistérios do hip-hop por quase três décadas.
Durante o julgamento, o tribunal exibiu uma gravação de uma entrevista policial realizada em 2008, na qual Davis admitiu estar no carro de onde os disparos foram feitos, mas negou ter sido o autor dos tiros fatais contra Tupac.
Os promotores sustentaram que, apesar de Davis não ter disparado a arma diretamente, ele ordenou o ataque e forneceu a pistola usada por seu sobrinho, Orlando Anderson, para cometer o crime. Anderson negou o envolvimento e faleceu em um tiroteio não relacionado em 1998.
Segundo a acusação, o assassinato foi planejado como retaliação após uma briga entre a equipe de Tupac e Anderson horas antes do crime. O caso ocorreu em um contexto de intensa rivalidade entre as cenas do rap da Costa Leste e Oeste e das disputas entre as gangues Bloods e Crips.
No momento da leitura do veredito, familiares de Shakur demonstraram emoção, com alguns chorando e abraçando-se. Davis, de 63 anos, permaneceu impassível, vestido com terno preto, e afirmou que irá recorrer da decisão. A sentença está marcada para 13 de outubro, e o promotor anunciou que o réu enfrentará uma pena mínima de 40 anos de prisão, sem agravantes de gangue devido à sua idade.
Tupac Shakur tinha apenas 25 anos quando foi morto no auge da carreira, sendo uma das vozes mais influentes do rap, com mais de 75 milhões de discos vendidos mundialmente. A condenação se baseou principalmente nas próprias declarações de Davis, que, em entrevista policial e em seu livro de memórias, admitiu estar presente no local do crime e envolvido no planejamento, o que anulou um acordo de proteção contra acusações criminais previamente estabelecido com as autoridades.