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Etiópia e Tigray se acusam de ofensivas, elevando risco de nova guerra

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Governo federal e líderes de Tigray acusam-se mutuamente de ofensivas; relatos citam drones, tomada de aeroportos e cancelamento de voos

Relatos mencionam tomadas de aeroportos, ataques com drones e o cancelamento de voos pela Ethiopian Airlines, mas várias alegações ainda não foram verificadas de forma independente.

O que as partes afirmam

Getachew Reda, assessor do primeiro-ministro e membro do gabinete, afirmou que combatentes tigrayanos tomaram o controle de aeroportos administrados federalmente em Tigray e lançaram ofensivas nas regiões vizinhas de Afar e Amhara. A declaração foi divulgada nas redes sociais, segundo a BBC.

As autoridades de Tigray disseram que suas forças foram forçadas a entrar em uma “guerra defensiva” após relatos de ataques com drones na região.

Incidentes relatados e vítimas

Autoridades de Tigray informaram que um ataque na cidade de Alamata, no sul da região, matou ao menos 14 pessoas e feriu 22. O prefeito Mogos Shiferaw relatou à BBC que mais de cinco drones e um caça realizaram mais de 21 ataques a partir de cerca de 03:30, e afirmou que as vítimas eram civis; a BBC declarou não ter verificado independentemente essas alegações e o governo federal não comentou os relatos.

Moradores de Mekelle disseram à BBC que forças locais passaram a controlar o aeroporto da cidade, tomando-o da polícia nacional. Após relatos sobre a tomada dos aeroportos, a Ethiopian Airlines cancelou todos os voos para Tigray.

Reações, contexto e desdobramentos

O Bureau of African Affairs do Departamento de Estado dos EUA condenou um ataque por drone separado que, segundo o órgão, atingiu um comboio de veículos da Igreja Católica que transportava ajuda alimentar, pedindo investigação.

No domingo anterior, o TPLF — partido que governa Tigray — anunciou uma aliança com seis outros grupos armados para buscar a remoção do governo em Addis Ababa. A tensão ocorre depois de meses em que ambas as partes se acusam mutuamente de violar o Acordo de Pretória, que encerrou formalmente a guerra de 2020–2022.

O mediador da União African estimou que cerca de 600.000 pessoas morreram durante o conflito anterior, citado pela BBC. Nos meses recentes também houve relatos, segundo a BBC, de recrutamento forçado de jovens por parte do TPLF e disputas sobre a administração regional: antes das eleições gerais de maio, que não foram realizadas em Tigray, o TPLF restaurou a administração pré-guerra e desfez uma administração interina indicada pelo governo federal.

Muitas das alegações sobre ataques e controle territorial permanecem sem verificação independente e as partes envolvidas têm apresentado versões conflitantes.

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fabioaugusto
REDAÇÃO: UBIRATÃ ONLINE - FÁBIO AUGUSTO CELESTINO

Desde 2003 trabalhando com notícias.

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