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G7 concorda liberar até 100 milhões de barris de petróleo e diesel após ameaça de Trump de banir exportações

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Líderes do G7 decidiram liberação coordenada via AIE em quatro meses, com liberação significativa de diesel nos primeiros 20 dias, diz BBC/Reuters

A ação será coordenada pela Agência International de Energia (AIE) e prevista para ocorrer ao longo de quatro meses, com uma liberação substancial de diesel nos primeiros 20 dias.

O acordo também inclui um compromisso mútuo de abster-se de impor restrições às exportações de energia e produtos energéticos entre si, conforme o comunicado conjunto dos líderes do bloco.

Detalhes do pacote

  • Liberação coordenada, via AIE, de até 100 milhões de barris ao longo de quatro meses.
  • Uma parcela “frontloaded” — com ênfase em diesel — nas primeiras 20 dias por membros do G7 e parceiros.
  • A mistura de volumes incluirá diesel refinado e petróleo bruto.
  • Coordenação de cronogramas de manutenção para evitar que várias refinarias fechem ao mesmo tempo e incentivo a aumentar a capacidade de refino de diesel onde possível.

Contexto e reações

O movimento ocorreu após o President Donald Trump ter ameaçado proibir exportações de diesel dos Estados Unidos; mais tarde, falando na Casa Branca, Trump afirmou que um veto às exportações de diesel "nunca esteve realmente em pauta", segundo a BBC.

O President France Emmanuel Macron disse que o bloco concordou em liberar reservas "até 100 milhões de barris" sob coordenação da AIE e afirmou que a ação reduziria preços de derivados, especialmente do diesel. O Reino Unido esteve representado pelo secretário de Relações Exteriores Ed Miliband, que disse que as medidas "estabilizarão os abastecimentos de energia, fortalecerão a resiliência das cadeias de abastecimento e protegerão famílias e empresas de choques de preço".

Impactos nos preços e causas citadas

Após o anúncio, o benchmark Brent chegou brevemente a cair abaixo de US$ 100 o barril, mas voltou a subir para cerca de US$ 102 na sexta-feira, relata a matéria. O preço do petróleo estava em torno de US$ 73 antes das ações citadas envolvendo os EUA e Israel no Irã, segundo a BBC.

Analistas citados na reportagem apontaram outros fatores de alta: Matt Smith, diretor de pesquisa de commodities da Kpler, disse que recentes ataques e renovadas hostilidades entre a Arábia Saudita e os houthis no Iêmen também impulsionaram os preços.

Pontuações de incerteza

Informações sobre importações e produção citadas na matéria indicam que mais da metade do diesel do Reino Unido é importada (31% vindo dos EUA) e que refinarias Americans produzem cerca de 4 a 5 milhões de barris por dia, com consumo doméstico estimado em 3,6 milhões de barris por dia e exportações na faixa de 1,2 a 1,5 milhão de barris por dia, segundo dados da EIA citados pela BBC/Reuters.

Todos os trechos desta reportagem foram elaborados a partir da cobertura da BBC, que atribuiu a reportagem à agência Reuters.

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fabioaugusto
REDAÇÃO: UBIRATÃ ONLINE - FÁBIO AUGUSTO CELESTINO

Desde 2003 trabalhando com notícias.

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