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Uma mulher identificada como Dawn Light, 56, foi formalmente acusada de “aggravated intimidation of a juror” após ser detida por fotografar membros do júri do julgamento de Lindsay Clancy em frente ao tribunal de Plymouth, no estado de Massachusetts, informou a BBC.
Light declarou-se inocente em audiência e, segundo CBBC, sua advogada, Jennifer White, afirmou que se tratou de “um completo mal-entendido” e que a cliente “estava tentando tirar uma foto de Ms Clancy”.
De acordo com a BBC, os promotores disseram que encontraram, na pasta de itens deletados do telefone de Light, fotos de jurados saindo do tribunal, o que motivou a prisão. As autoridades afirmaram que a mulher estava em uma área restrita, dentro de seu carro estacionado, quando foi abordada; ela disse que não estava gravando vídeos e que aguardava por Clancy.
Em audiência, foi relatado que foi solicitada fiança em dinheiro de US$50.000 (£37.000), pedido que o juiz negou.
Segundo a BBC, o juiz William Sullivan, que preside o caso, tem uma ordem específica proibindo fotografar ou filmar jurados. Light foi afastada das dependências do tribunal e recebeu ordens para manter distância de pessoas relacionadas ao julgamento. Ela também foi proibida de produzir ou disseminar fotografias que pudessem estar armazenadas no iCloud, conforme informado pela reportagem.
O processo contra Lindsay Clancy, que responde pela morte dos três filhos, tem atraído ampla cobertura midiática e foi transmitido ao vivo, segundo a BBC. A reportagem nota que mais de 200 jornalistas têm acompanhado o caso e que grupos de apoiadoras comparecem ao tribunal com frequência.
Os jurados, que estão deliberando desde quinta-feira, foram orientados a não acompanhar reportagens sobre o processo e a julgar o caso apenas com base nas provas apresentadas em audiência, acrescenta a BBC.