Newsletter Subscribe
Enter your email address below and subscribe to our newsletter
Enter your email address below and subscribe to our newsletter







Em retaliação, Israel fechou o consulado britânico em Jerusalém Oriental — que atende a Cisjordânia — e retirou representantes britânicos do International Gaza Support Centre, medidas que a matéria descreve como hostis e indicativas de que as relações bilaterais estão “no ponto mais baixo em décadas”.
As medidas incluem proibição de produtos fabricados em assentamentos e restrições a empresas que prestem serviços de construção, infraestrutura ou financiamento a esses territórios. Também foram anunciadas limitações a vendas de armas que “contribuam materialmente para a ocupação”.
Paul Adams observa que, embora produtos dos assentamentos possam representar parcela reduzida das exportações israelenses, o efeito simbólico da ação é significativo.
O texto cita declarações do secretário de Relações Exteriores britânico, Ed Miliband, que afirmou ser “um orgulhoso judeu britânico… inabalável no meu apoio ao Estado de Israel” e usou linguagem forte contra a ação de colonos na Cisjordânia, afirmando que o “terrorismo de colonos é rampante” e atribuindo-lhes responsabilidade por “limpeza étnica” em áreas do território.
A reação oficial israelense foi descrita como furiosa. O ministro das Relações Exteriores israelense Gideon Saar teve uma resposta dura, e as medidas adotadas por Israel foram interpretadas pela reportagem como sinal de profundo incômodo com a ação conjunta de Reino Unido e dos outros 11 países, que incluem France, Espanha e Canadá.
A reportagem também observa que apenas os Estados Unidos têm influência do porte necessário para reverter tendências no terreno, citando exemplo de 1991 com George HW Bush e James Baker, e comenta que o governo de Donald Trump mostrou até o momento falta de vontade de conter planos de assentamentos. O texto menciona ainda o posicionamento do embaixador dos EUA em Israel, Mike Huckabee, descrito como compartilhando a visão de que a Cisjordânia foi prometida aos judeus por Deus.
Paul Adams afirma que, pela combinação de medidas britânicas, linguagem do governo e resposta israelense, as relações entre Reino Unido e Israel estão em seu nível mais baixo em décadas. A matéria cita episódios recentes de repúdio International — de protestos em eventos culturais e esportivos a mandados de prisão internacionais — como elementos que têm aumentado a sensação de isolamento International entre alguns setores em Israel.
O texto registra ainda casos de violência ligada a colonos na Cisjordânia, mencionando que seis pessoas, entre elas três alunos, foram mortas na vila de al-Mughayyir neste ano, em um contexto de aumento dessa violência, conforme relatado pela reportagem.
Reportagem de Paul Adams para a BBC, publicada em 8 de setembro de 2026.